Uma amostra pode apresentar excelente desempenho no laboratório. Entretanto, para um sistemista automotivo, isso é apenas o começo.
Quando o projeto entra em produção seriada, o verdadeiro desafio passa a ser outro: conseguir repetir o resultado.
Milhares de componentes precisam ser produzidos dentro dos parâmetros estabelecidos. Por isso, a consistência entre lotes de plásticos de engenharia assume um papel estratégico.
Uma variação aparentemente pequena pode alterar o comportamento do material durante o processamento. Como consequência, a estabilidade da produção também pode ser afetada.
O custo da variação nem sempre aparece na matéria-prima
Quando um novo lote chega à fábrica, espera-se que ele apresente comportamento consistente com os anteriores.
Caso isso não aconteça, diferentes áreas podem sentir o impacto. A produção pode precisar ajustar parâmetros. Além disso, podem surgir alterações dimensionais, dificuldades de processamento ou aumento de refugos.
Consequentemente, o custo real de uma inconsistência não está apenas no material. Ele também pode estar no tempo de máquina, nas horas da equipe, nas peças descartadas e nas entregas comprometidas.
Por isso, avaliar somente o preço por quilo oferece uma visão incompleta do custo industrial.
Por que a repetibilidade é crítica para os sistemistas?
A cadeia automotiva trabalha com requisitos rigorosos de qualidade e fornecimento.
A IATF estabelece que a seleção de fornecedores considere, entre outros aspectos, desempenho de qualidade e entrega, risco para a conformidade do produto e risco de interrupção do fornecimento.
Portanto, a capacidade de entregar consistentemente deixa de ser apenas uma vantagem comercial.
Ela passa a fazer parte da gestão de risco. Quanto maior o volume produzido, maior também é o impacto potencial de uma variação.
Assim, repetibilidade deve ser considerada desde a escolha do fornecedor.
Poliamidas exigem conhecimento do comportamento do material
PA6 e PA66 são utilizadas em aplicações técnicas justamente por suas propriedades de engenharia.
Entretanto, composição, reforços, umidade e outros fatores influenciam o comportamento do composto.
Por isso, controlar as características do material é essencial para aumentar a previsibilidade durante sua transformação.
Além disso, o conhecimento técnico permite investigar desvios e atuar sobre suas possíveis causas.
Controle de qualidade começa antes da peça
Esperar a peça apresentar um problema para então investigar o material é uma estratégia reativa.
Uma abordagem mais robusta começa antes.
Na Krisoll, o laboratório realiza análises físicas, térmicas e mecânicas. Entre os ensaios disponíveis estão tração, impacto, teor de cinzas, ponto de fusão e teor de umidade.
Além disso, a estrutura atende projetos de desenvolvimento, controle de qualidade e assistência técnica.
Dessa forma, o conhecimento sobre o material acompanha diferentes etapas do processo.
Certificação e consistência caminham juntas
A IATF 16949 amplia o olhar sobre qualidade. Em vez de concentrar a atenção apenas na inspeção do produto final, a lógica automotiva trabalha com prevenção, controle de processos, gestão de riscos e melhoria contínua.
Além disso, grandes montadoras mantêm requisitos específicos para seus fornecedores dentro desse ecossistema de qualidade.
Para um sistemista, portanto, trabalhar com fornecedores inseridos nessa cultura reduz a distância entre os requisitos exigidos pelo cliente e os processos praticados ao longo da cadeia.
Da especificação à produção seriada
Um bom composto precisa atender às propriedades definidas para a aplicação. Porém, um bom fornecedor precisa ir além.
Ele precisa ser capaz de manter controle, oferecer suporte e compreender que o material fará parte de um processo muito maior. É por isso que a consistência entre lotes de plásticos de engenharia deve ser considerada desde o desenvolvimento.
Afinal, performance industrial não é entregar um bom resultado uma vez. É conseguir repeti-lo.
Precisa avaliar ou desenvolver um composto para uma aplicação automotiva? Converse com a equipe técnica da Krisoll.