A indústria automotiva brasileira atravessa um novo ciclo de crescimento. Entretanto, por trás do aumento da produção existe uma cadeia cada vez mais pressionada por eficiência, rastreabilidade, redução de peso e controle de qualidade.

Em julho de 2026, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) revisou para cima suas projeções para o ano. Agora, a entidade espera que o Brasil se aproxime de 2,8 milhões de veículos produzidos em 2026, crescimento de 5,8% sobre 2025. Além disso, a projeção para o mercado interno ultrapassou 3 milhões de veículos emplacados, volume que o país não alcançava desde 2014.

O cenário representa oportunidades para montadoras, sistemistas e fornecedores. Porém, também amplia a necessidade de uma cadeia produtiva capaz de entregar escala sem comprometer a qualidade.

Nesse contexto, os plásticos de engenharia para sistemistas ganham relevância estratégica.

Afinal, produzir mais não significa apenas aumentar o volume. Significa manter a mesma performance em milhares de componentes, durante milhares de ciclos e entre diferentes lotes de matéria-prima.

Por que o crescimento da produção muda o desafio dos sistemistas?

Os sistemistas ocupam uma posição crítica entre os fornecedores de materiais e as montadoras. São responsáveis por componentes e conjuntos que precisam atender às especificações estabelecidas para cada projeto automotivo.

Consequentemente, um problema aparentemente pequeno pode percorrer toda a cadeia.

Uma variação de matéria-prima, por exemplo, pode alterar o processamento. Por sua vez, essa alteração pode afetar dimensões, resistência, acabamento ou comportamento da peça.

O impacto pode aparecer na forma de:

Portanto, à medida que o mercado cresce, a confiabilidade do fornecedor se torna ainda mais relevante.

Para o sistemista, já não basta perguntar: “O material atende à especificação?”

É necessário perguntar também: “Ele continuará atendendo quando o projeto entrar em produção seriada?”

Repetibilidade passa a ser tão importante quanto performance

Na indústria automotiva, um material pode apresentar excelentes propriedades técnicas e, ainda assim, não ser adequado à produção em escala caso não exista consistência.

Por isso, repetibilidade e estabilidade são palavras centrais na cadeia.

O composto utilizado hoje precisa apresentar comportamento compatível com o material recebido no próximo lote. Além disso, parâmetros críticos precisam permanecer controlados para que o sistemista tenha maior previsibilidade durante o processamento.

Isso muda a própria definição de performance.

Performance deixa de significar apenas resistência mecânica ou térmica. Ela passa a envolver também controle, estabilidade, rastreabilidade e previsibilidade industrial.

É justamente nesse ponto que a escolha do fornecedor de compostos se transforma em uma decisão estratégica.

Poliamidas assumem funções cada vez mais exigentes nos veículos

A evolução dos veículos também está ampliando as possibilidades de aplicação dos termoplásticos de engenharia.

As poliamidas, por exemplo, combinam características que podem ser importantes em diferentes aplicações automotivas, dependendo da formulação e dos requisitos específicos do projeto.

Entre elas estão resistência mecânica, rigidez, estabilidade térmica e possibilidade de reforço com fibras.

O movimento também está relacionado à busca da indústria pela substituição de componentes metálicos em aplicações tecnicamente viáveis.

Um caso divulgado pela BASF demonstra a dimensão desse potencial. Em uma tampa de transmissão desenvolvida em PA6 para aplicação automotiva, a substituição do equivalente metálico permitiu uma redução de peso entre 30% e 40%. Além disso, o projeto explorou vantagens de processamento proporcionadas pela moldagem por injeção.

Em outro projeto envolvendo um suporte estrutural de transmissão, uma solução em poliamida possibilitou uma redução de peso de aproximadamente 50% em relação ao componente estrutural anterior, segundo BASF e MAHLE.

Esses números não significam que qualquer metal possa simplesmente ser substituído por plástico. Pelo contrário. Eles mostram justamente a importância da engenharia de materiais.

Para cada aplicação, é necessário avaliar carga, temperatura, umidade, agentes químicos, geometria, vida útil e condições de processamento.

Assim, o composto precisa ser desenvolvido para o desafio real da peça.

Não existe uma única “poliamida automotiva”

Esse é outro ponto importante para os sistemistas. Falar apenas em PA6 ou PA66 não é suficiente para definir o comportamento de um componente.

As propriedades podem ser modificadas por meio da formulação do composto, reforços, cargas e aditivos. Consequentemente, diferentes materiais à base de poliamida podem apresentar comportamentos bastante distintos.

Existem, por exemplo, grades reforçados com fibra de vidro desenvolvidos para aplicações que exigem maior rigidez, resistência mecânica e estabilidade dimensional. A própria indústria de materiais mantém portfólios específicos de poliamidas para componentes automotivos sujeitos a temperatura, umidade e esforços elevados.

Portanto, selecionar um material apenas pela nomenclatura do polímero pode ser insuficiente.

É necessário olhar para a aplicação. É aqui que a customização ganha espaço.

Do fornecedor de matéria-prima ao parceiro de desenvolvimento

À medida que os componentes ficam mais complexos, a relação entre sistemista e fornecedor também evolui.

Em vez de simplesmente escolher um produto disponível em catálogo, determinados projetos exigem uma análise técnica mais aprofundada.

O fornecedor precisa compreender perguntas como:

Por isso, laboratório, desenvolvimento de formulações e suporte técnico deixam de ser serviços complementares. Em projetos de maior exigência, eles passam a fazer parte da própria entrega.

Para os sistemistas, isso significa reduzir a distância entre o problema da aplicação e a solução do material.

IATF 16949: qualidade precisa acompanhar a escala

Existe ainda outro elemento fundamental nessa equação: o sistema de gestão da qualidade.

A IATF 16949 foi criada para harmonizar requisitos de sistemas de gestão da qualidade ao longo da cadeia automotiva mundial. A própria International Automotive Task Force explica que a norma surgiu para estabelecer métodos e requisitos comuns para desenvolvimento de produtos e processos no setor automotivo.

Mais importante ainda, a lógica da IATF não termina nas grandes montadoras.

As diretrizes da organização estabelecem uma evolução do sistema de gestão da qualidade também para fornecedores automotivos, com uma abordagem baseada em risco e com o objetivo de desenvolver a cadeia em direção aos requisitos da IATF 16949.

Além disso, fabricantes como Ford, General Motors, Renault, Stellantis, Volkswagen, Volvo e outros mantêm requisitos específicos relacionados à IATF para suas cadeias de fornecimento.

Isso ajuda a explicar por que a certificação possui tanto peso para um sistemista.

Ela não funciona apenas como um selo colocado em uma apresentação comercial.

Na prática, ela está associada a uma cultura de:

Portanto, quando um sistemista seleciona um fornecedor alinhado a esse padrão, existe uma linguagem de qualidade compartilhada entre diferentes níveis da cadeia automotiva.

O mercado está crescendo. A tolerância à variação, não.

Os números da Anfavea ajudam a colocar esse debate em perspectiva.

O Brasil produziu 2,644 milhões de autoveículos em 2025, crescimento de 3,5% em relação ao ano anterior. As exportações, por sua vez, avançaram 32,1% naquele ano.

Agora, com a projeção de produção de 2026 próxima de 2,8 milhões de unidades, a cadeia precisa responder a volumes maiores e, ao mesmo tempo, às transformações tecnológicas do setor.

Isso cria uma espécie de paradoxo industrial: é preciso produzir mais, porém com controle cada vez maior.

Para os fornecedores de materiais, portanto, competir apenas por preço tende a ser insuficiente.

O valor passa a estar também na capacidade de reduzir incertezas.

O que o sistemista deve avaliar ao escolher um fornecedor de compostos?

Diante desse cenário, alguns critérios ganham importância na avaliação de um fornecedor de plásticos de engenharia para sistemistas.

O primeiro é a capacidade técnica. O fornecedor precisa compreender a aplicação e não apenas comercializar uma resina.

Em seguida, vem a consistência do material. Afinal, produção seriada depende de previsibilidade entre lotes.

Outro ponto é a estrutura de validação. Laboratórios e ensaios permitem analisar propriedades antes que um problema apareça em escala industrial.

Além disso, é necessário avaliar rastreabilidade, controle dos processos e gestão da qualidade.

Finalmente, existe o suporte. Quando surge uma necessidade de ajuste, o sistemista precisa encontrar uma equipe capaz de discutir tecnicamente a aplicação e buscar alternativas.

Portanto, o melhor fornecedor não é necessariamente aquele que simplesmente entrega o material.

É aquele que ajuda a entregar o projeto.

Krisoll: compostos desenvolvidos para as exigências da cadeia automotiva

É dentro dessa realidade que a Krisoll atua no desenvolvimento e fabricação de compostos de engenharia.

Para atender aplicações de alta exigência, a empresa combina desenvolvimento técnico, controle de processo, laboratório próprio e possibilidade de customização dos materiais.

Além disso, a Krisoll possui certificação IATF 16949, alinhando seu sistema de gestão da qualidade aos requisitos específicos da indústria automotiva.

Essa estrutura permite atuar ao lado dos sistemistas não apenas no fornecimento do composto, mas também na busca pelo material adequado às características de cada projeto.

Assim, resistência mecânica, estabilidade térmica, repetibilidade e requisitos específicos de aplicação podem ser considerados desde a etapa de desenvolvimento.

O objetivo é simples, embora tecnicamente desafiador: entregar um material que não funcione apenas no primeiro teste, mas que esteja preparado para a realidade da produção industrial.

Por trás de cada movimento existe uma cadeia de decisões técnicas

Quando um motorista ajusta o banco, aciona um comando, abre uma porta ou simplesmente conduz seu veículo, dificilmente pensa nos materiais que tornam cada movimento possível.

O sistemista, entretanto, precisa pensar nisso.

E precisa pensar antes que o veículo chegue às ruas.

Por trás de cada componente existe uma sequência de decisões envolvendo engenharia, materiais, testes, processos e qualidade.

Com a indústria automotiva brasileira caminhando novamente para volumes próximos de 2,8 milhões de veículos produzidos por ano, essas decisões ganham ainda mais relevância.

Nesse cenário, plásticos de engenharia para sistemistas deixam de ser apenas matéria-prima.

Eles passam a integrar uma estratégia de performance, redução de riscos e confiabilidade industrial.

E, quando cada lote precisa entregar o mesmo resultado, escolher quem está por trás do material também faz parte da engenharia.

Precisa desenvolver ou avaliar um composto para uma aplicação automotiva?

A Krisoll desenvolve compostos de poliamida para aplicações de alta exigência, com suporte técnico, estrutura laboratorial, customização e processos certificados IATF 16949.

Converse com a equipe técnica da Krisoll e apresente os requisitos do seu projeto

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